Segundo apurámos, há cerca de 20 anos, o lince-ibérico estava quase a desaparecer. Restavam menos de 100 animais a viver em liberdade na Península Ibérica, o que fez dele o felino mais ameaçado do mundo. Mas graças ao esforço de cientistas, guardas florestais e associações ambientais, a situação começou a mudar. Hoje, felizmente, a espécie está a recuperar e voltou a dar esperança à natureza.
Nesta foto podemos ver um exemplar do lince-ibérico (Lynx pardinus). Este felídeo vive principalmente nas zonas de mato e floresta de Portugal e Espanha. Durante muitos anos, enfrentou vários perigos, tais como: os incêndios destruíram o seu habitat, muitas estradas provocaram atropelamentos e a falta de coelhos-bravos — o alimento de que mais gosta — tornou a sobrevivência ainda mais difícil. Com tantos problemas, esteve muito perto de desaparecer para sempre. Para ajudar o lince-ibérico a sobreviver, Portugal e Espanha uniram esforços e criaram programas especiais de proteção da espécie. Alguns linces nasceram em centros de reprodução e, mais tarde, foram libertados na natureza para aumentar a população. O esforço para salvar o lince-ibérico trouxe resultados impressionantes. Se em 2002 existiam menos de 100 animais em liberdade, hoje a situação é muito diferente. Em Portugal, mais de 350 circulam em liberdade, tal como vemos na foto, mostrando que a espécie está a conseguir recuperar.
Apesar das boas notícias, os especialistas lembram que o lince-ibérico ainda precisa de muitos cuidados e proteção. Por isso, defendem que é essencial continuar a proteger o habitat do lince e sensibilizar as pessoas para a importância de respeitar e cuidar da natureza.
Mariana Soares; Sofia Carvalho; Rita Nogueira; Martim Neves – 9ºA

