Alguma malta do 9ºD, decidiu investigar o que anda a acontecer à litosfera. Para quem se esqueceu das aulas de Geografia, é a crosta sólida da Terra. O chão que pisamos todos os dias. A verdade nua e crua é que andamos a consumir e a deitar fora lixo, a um ritmo louco. Toda a gente fala da reutilização, reciclagem e “lixo zero”. No papel é tudo muito bonito, mas e a realidade? Fomos pesquisar a verdade sobre o destino do nosso lixo e apanhámos alguns choques.
Como vivemos no Grande Porto, fomos investigar o que a LIPOR faz com as toneladas de resíduos que recolhe todos os dias no Porto, Matosinhos, Maia e nos outros municípios vizinhos. A palavra “sustentabilidade” está na moda. Há ecopontos em todo o lado, carrinhas da LIPOR a circular e campanhas na internet. À primeira vista, parece que somos a geração mais ecológica de sempre, mas fazemos uma pergunta direta: estas soluções chegam para salvar a litosfera, ou estamos só a tentar tapar uma fratura exposta com um penso rápido?
A parte positiva é que a LIPOR faz um trabalho espetacular para evitar que a nossa litosfera vire uma lixeira a céu aberto. A reciclagem e a compostagem ajudam muito. Quando nos damos ao trabalho de separar as coisas em casa, a LIPOR consegue dar uma nova vida aos materiais e evita que fiquem enterrados a poluir o solo durante séculos. Menos lixo enterrado significa solo mais limpo e águas subterrâneas mais puras aqui na nossa região. Até aqui, tudo bem. Só que a realidade é muito dura. O lixo não para de aumentar. Nem a LIPOR faz milagres se nós não mudarmos. Uma quantidade absurda do lixo que a malta mete no ecoponto acaba rejeitada. Pois é, basta pormos embalagens sujas com gordura ou misturamos coisas que não devíamos e já não dá para reciclar.
Assim, o que não se consegue reciclar ou valorizar acaba por ter de ser queimado na Central de Valorização Energética da LIPOR ou enviado para aterros. Lixeiras cheias, estragam o solo e ocupam um espaço precioso na nossa terra. Pensa naquele telemóvel antigo com o écran partido, no PC velho ou nas pilhas gastas que a malta deita no lixo normal. Fazemos isso por pura preguiça de ir a um Ecocentro da LIPOR. Esse lixo eletrónico é uma bomba-relógio para a litosfera. Tem chumbo e mercúrio. Quando apanham chuva, esses químicos derretem, entram pela terra dentro e adivinha? Poluem o solo e podem acabar nas plantas e na comida que nos chega ao prato. A última novidade são os microplásticos que andam espalhados pelos campos agrícolas todos, a dar cabo dos bichos que vivem debaixo do chão, ou nos oceanos. Já existem ilhas de plástico, imagina!
Concluindo, o diagnóstico da malta do 9ºD é simples: a LIPOR ajuda muito, mas o melhor lixo é aquele que tu não fazes. Reciclar é bom, mas reduzir é que salva o planeta. A mudança começa nas tuas mãos.
Dayderson Souza; Rui Barros; Rafael Ferreira 9ºD

